Como se mede uma pessoa?
(Pr. Adriano Nascimento - adaptado)
Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 1 João 4:20
Somos medidos pelo tamanho do amor que concedemos uns aos outros, o amor é sem dúvidas a chave para compreendermos quem realmente somos não apenas diante de nosso próximo, porém principalmente diante de Deus.
Os tamanhos de nossos relacionamentos variam conforme o grau de envolvimento com nosso próximo.
A medida do seu próximo é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri com sinceridade sem receios ou pessimismos modelados pela vida oculta.
A medida do seu próximo pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Somos gigantes quando nos interessamos e há interesse por nossas vidas quando buscamos juntos alternativas de crescimento.
Somos pequenos quando desviamos do assunto.
Somos grandes quando perdoamos, quando compreendemos, quando nos colocamos no lugar do outro, quando agimos não de acordo com o que esperamos dela, mas de acordo com o que esperamos de si mesmos.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou diminuir em um espaço de poucas semanas: será que ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? De forma alguma! Se o amor em questão é nascido de Deus não há como sermos traídos por esse amor, porém somos dotados de sentimentos e esses muitas vezes definem nossos pressupostos para avaliarmos as pessoas ao nosso redor, pense!
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade cotidiana: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos avaliados é claro pelas atitudes aplicadas ao convívio social.
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, e sim de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão na hora em que você necessita e no mesmo tempo, ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
Percebo que em nosso contexto relacional o egoísmo unifica os insignificantes, e nesse caos não é o tamanho das intenções que tornam um pessoa grande, mas é a prática do que ela vive que faz realmente a diferença, é a nossa sensibilidade sem tamanho que vai reger os resultados que realmente necessitamos como seres humanos em busca de atenção e amizade verdadeira.
Podemos até avaliar o significado de cada pessoa nos atos e práticas, do que elas representam em nossa vida, porém acredito que a maior avaliação que podemos ter de qualquer outro ser humano é! Que atitudes e práticas eu tenho aplicado à vida destes.
O relacionamento de amor é uma via de duas mãos faça e receberá, aplique e terá retorno, ajude e terá sempre uma mão pronta a ajudar, fale e sempre haverá uma voz que te incentiva a acreditar sempre no melhor.
“Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo. Romanos 15:2”
Pense nisso!
Nenhum comentário:
Postar um comentário